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Capa do single "summit"

singles ao longo dos anos

Ao longo do tempo também tenho lançado singles soltos.
Em paralelo com os meus LPs tenho dois projectos que nunca estarão verdadeiramente concluídos:
- "uma levitação de natal", um álbum de canções de Natal;
- "em viagem", um álbum de canções inspiradas nas minhas viagens.
[verso]
Meto o capetece e sinto-me em casa
Pés presos, mas um voo de águia
Problemas tipo neve na cara e eu swoosh
Damn, será que apaguei a luz

Um k e meio até à Serra Nevada
Nada estranho, só buracos na estrada
Quase não vejo com esta carga de água
Três semanas, sol não deu a cara

Sabes quando digo aura, tou de impermeável
Óculos na cara pronto pra caminhada
Mesmo que não aconteça, yeah I'm good with that
A montanha, minha praia, no pain on my back

No cash on my bag porque comprei Forfait
Agora é só descer, agora é só descer
Até ao meu nadir e volto ao zénite
É pagar pra ver, é pagar pra ver

[refrão]
Olho pra neve, vejo-me a mim
Tão fora de mão, longe do jardim
No summit sou mito, subi subi
Verde, azul, vermelho não caí respira

Olho pra neve, vejo-me a mim
Tão fora de mão, longe do jardim
No summit sou mito, subi subi
Verde, azul, vermelho não caí respira

[pós-refrão]
Não me esqueço de ti
Tu que me trouxeste até aqui
Tu que me fizeste viver a vida
A vida, a vida

Não me esqueço de ti
Tu que me trouxeste até aqui
Tu que me fizeste viver a vida
A vida, a vida

[verso]
Quase de direta, mas não faço sesta
Balaclava assenta na testa
Em Espanha um gajo sempre atesta
Faço caminho pelo meio da floresta

All about the grid, and I feel the pressure
If I catch you slipping, vou fazer a festa
Sou tipo a montanha se acordo mal disposto
Ela não perdoa e causa-te desgosto

Lidar com o mau génio faz parte da experiência
Atirei-me pro ski, descrobi minha essência
Montanha fechou, driftei com o trenó
Só mais alguns anos e sei que vou ser pro

Não sou insensato e dizer que vai dar certo
Vou ser realista e dizer que já deu
Ya já deu, ya já deu
Não sei o futuro, mas o presente é meu

[refrão]
Olho pra neve, vejo-me a mim
Tão fora de mão, longe do meu jardim
No summit sou mito, subi subi
Verde, azul, vermelho não caí menti

Olho pra neve, vejo-me a mim
Tão fora de mão, longe do meu jardim
No summit sou mito, subi subi
Verde, azul, vermelho não caí menti

[pós-refrão]
Não me esqueço de ti
Tu que me trouxeste até aqui
Tu que me fizeste viver a vida
A vida, a vida

Não me esqueço de ti
Tu que me trouxeste até aqui
Tu que me fizeste viver a vida
A vida, a vida

[breakdown]
Subo até à montanha, tou solo
Lá percebo quem eu sou
No teleférico só ouço o click clack, click clack
Vou de novo, não bastou

Nem sequer vale a pena creatina
No meu sangue não falta energia
Eu desço swoosh swoosh swoosh and I'm back
Swoosh swoosh swoosh and I'm back

Sou só eu e as minhas vozes, sou só eu
Pra lidar com as minhas fases, sou só eu
Eu tou em casa e crio mundos, sou só eu
Vê lá bem o que faço quando finalmente saio

Sou só eu e as minhas vozes, sou só eu
Pra lidar com as minhas fases, sou só eu
Eu tou em casa e crio mundos, sou só eu
Vê lá bem o que faço quando finalmente saio
[verso]
Alguma vez pensaste?
Que se calhar chegámos tarde?
Aqui perto não há lugares
Sem ser debaixo da árvore

Só basta ver as luzes e estou de volta
De volta para o campo para escolher o pinheiro
Vai ser o melhor, para enfeitar no primeiro
É isto que chamam tradição?

Sem qualquer questão, a estrela vai no fim
Na celebração, incenso hmm, enfim
É apenas uma hora, foi o que alguém disse
Bolo rei, obrigação, mesmo não gostando disso

Tick tock, passa o tempo, o que é isto?
Tanta prenda será que faz sentido?
De repente não confio no que me é dito
Mas o barrete não é meu, então penso mas não digo

[refrão]
Não sei o que escolher
Se quero lareira ou ac
Tenho fitas, mas não sei porquê
Para o ano, um dia, talvez

Não sei o que escolher
Se quero lareira ou ac
Tenho fitas, mas não sei porquê
Para o ano, um dia, talvez

[pós-refrão]
Todos a bordo, pra pensar na vida
As rodas giram pela linha
Expresso perfeito, mas
Nada me tira o meu chá

Todos a bordo, pra pensar na vida
As rodas giram pela linha
Expresso perfeito, mas
Nada me tira o meu chá

[verso]
Desliga as luzes, já são 28
Não sei se este ano aguento até à meia-noite
Finalmente tenho o barrete, mas ainda duvido
Se calhar não sou capaz, eu não confio

Deixei de ir ao campo, mas vou até à garagem
Pegar a nossa árvore pra enfeitar, num dia solto
Algo ainda me prende pra vestir a lã de novo
Mas aquilo que penso não se alinha bem

É tanta opção que não sei se sei
Qual a melhor para nós ou para além
Se começo p'los bonecos ou pela estrela
Se compro bolo rei, se acendo uma vela

Bacalhau cozido, a minha cara gela
Se só há pudim, nem sujo a tigela
Sei que cheira bem o que está na panela
Mas tens de decidir, vê lá se não congelas

[refrão]
Não sei o que escolher
Se quero lareira ou ac
Tenho fitas, mas não sei porquê
Para o ano, um dia, talvez

Não sei o que escolher
Se quero lareira ou ac
Tenho fitas, mas não sei porquê
Para o ano, um dia, talvez

[pós-refrão]
Todos a bordo, pra pensar na vida
As rodas giram pela linha
Expresso perfeito, mas
Nada me tira o meu chá

Todos a bordo, pra pensar na vida
As rodas giram pela linha
Expresso perfeito, mas
Nada me tira o meu chá

[bridge]
Bolo rei, luzes ou guizos
O que é que isso importa se estou contigo
Com chuva lá fora ou até granizo
Fa la la la la la la

Que tempestade, que belo serviço
Quero acreditar no sol, bem preciso
É só aquecimento, nada mais do que isso
Fa la la la la la la

[refrão]
Não sei o que escolher
Se quero lareira ou ac
Tenho fitas, mas não sei porquê
Para o ano, um dia, talvez

Não sei o que escolher
Se quero lareira ou ac
Tenho fitas, mas não sei porquê
Para o ano, um dia, talvez

[pós-refrão]
Todos a bordo, pra pensar na vida
As rodas giram pela linha
Expresso perfeito, mas
Nada me tira o meu chá

Todos a bordo, pra pensar na vida
As rodas giram pela linha
Expresso perfeito, mas
Nada me tira o meu chá
[verso]
We outside, rooftops pra ver o pôr do sol
Se quiseres, traz a mota, muda só o óleo
Traz um copo de chá para abrir o apetite
Nem preciso de ver o menu, escolha fácil, tagine

(Chicken please, thank you so much, shokran)

Ficar em casa, trabalhar, só queria
O tempo aproveitar para apanhar a magia
Inspiração vem aos poucos, fecha os olhos e respira
Mas nunca fies muito, senta e joga desconfia

Dá um salto na piscina, estrela da companhia
Vou até ao deserto de dromedário p'la brisa
O que é sabes de camelos? Hum hum I'm very happy
Não gosto de bebidas com gás, nunca provei a bepis

[refrão]
Eu não deixo assentar pó nos tapetes
Não vou só ficar mais um quadro nas paredes
Dunas, finalmente aprendo os seus segredos
Não deixo assentar pó, não deixo assentar

Eu não deixo assentar pó nos tapetes
Não vou só ficar mais um quadro nas paredes
Dunas, finalmente aprendo os seus segredos
Não deixo assentar pó, não deixo assentar

[pós-refrão]
Como é que vim até ao pátio (nah nah nah)
Perco-me fácil no mercado (souk souk souk)
A cena vira muito rápido
Virei no lado errado

Como é que vim até ao pátio (nah nah nah)
Perco-me fácil no mercado (souk souk souk)
A cena vira muito rápido
Virei no lado errado

[verso]
Não sou homem rico, mas tenho um rico sorriso
Aceito sempre as bolachas típicas dos vizinhos
Uma volta à cascata, visitar macaquinhos
Um amigo magnata, abre sempre caminhos

Cimento tá mexido, meto os braços atrás das costas
Tipo click, clack, pow, façam as vossas apostas
Badaboom badabing, aprendo a fazer puxadas
Só mais um dia útil enquanto fico a ver as obras

(Ahh já percebi, olha só o que eles estão a fazer, ganda cena)

[refrão]
Eu não deixo assentar pó nos tapetes
Não vou só ficar mais um quadro nas paredes
Dunas, finalmente aprendo os seus segredos
Não deixo assentar pó, não deixo assentar

Eu não deixo assentar pó nos tapetes
Não vou só ficar mais um quadro nas paredes
Dunas, finalmente aprendo os seus segredos
Não deixo assentar pó, não deixo assentar

[pós-refrão]
Como é que vim até ao pátio (nah nah nah)
Perco-me fácil no mercado (souk souk souk)
A cena vira muito rápido
Virei no lado errado

Como é que vim até ao pátio (nah nah nah)
Perco-me fácil no mercado (souk souk souk)
A cena vira muito rápido
Virei no lado errado
[verso]
Dizem que sonhos morrem depressa
Isso é porque não me conhecem
Quando meto algo na cabeça
Tipo ir a Itália ou até Veneza

Eu era novo quando tive esta ideia
Nos tempos do "fecha a torneira"
"Pode ser que o puto se esqueça"
Tive de esperar p'la minha boleia

O tempo passa lento hey
Será que está na hora?
Mais um passo em frente hey
Porquê tanta demora?

Quando é que chega o dia?
De ser feliz na vida
O meu mundo mudou,
Quando finalmente conheci-a

[pré-refrão]
Juntos há três anos ou quatro
Assinámos este contrato
Itália feita de carro
E com sorte levamos o gato

Sul a norte, não há como errar
Céu aberto, podemos sonhar
Não perco o meu chão agora
Apenas o começo, allora!

[refrão]
Com o plano feito, vem viver esta viagem
Digo-te o que sinto, ao pôr-do-sol na outra margem
De sul a norte, sem nunca cair da escada
Estátuas e museus, com o meu futuro em Itália

Com o plano feito, vem viver esta viagem
Digo-te o que sinto, ao pôr-do-sol na outra margem
De sul a norte, sem nunca cair da escada
Estátuas e museus, com o meu futuro em Itália

[pós-refrão]
Sentei-me ao teu lado
Perdi-me no teu abraço
Destino, um acaso
Yeah yeah yeah yeah yeah yeah

[verso]
Pelo mármore tentei, partir-me naquilo que sou
E a tua mão é mais que óbvia no processo
Não queria que fosse doutra forma, sou sincero
Mais um desenho, mais uma frase no meu caderno

É mais um traço, mais uma linha, a tua voz, que eu espero
Manter comigo, o que quer que seja ser eterno
Não sei ao certo o amanhã que vem no baú
Mas tudo bem, tudo ok, não há ninguém como tu

[pré-refrão]
Juntos há três anos ou quatro
Assinámos este contrato
Itália feita de carro
E com sorte levamos o gato

Sul a norte, não há como errar
Céu aberto, podemos sonhar
Não perco o meu chão agora
Apenas o começo, allora!

[refrão]
Com o plano feito, vem viver esta viagem
Digo-te o que sinto, ao pôr-do-sol na outra margem
De sul a norte, sem nunca cair da escada
Estátuas e museus, com o meu futuro em Itália

Com o plano feito, vem viver esta viagem
Digo-te o que sinto, ao pôr-do-sol na outra margem
De sul a norte, sem nunca cair da escada
Estátuas e museus, com o meu futuro em Itália

[pós-refrão]
Sentei-me ao teu lado
Perdi-me no teu abraço
Destino, um acaso
Yeah yeah yeah yeah yeah yeah

[bridge]
Preto, dourado, as ondas do lago
Pé na parede, da gôndola, não escapo
Um pouco à deriva, estou isolado
Juro que não é meme, isto é mais que sério
Juro que não é meme, isto é mais que sério

[refrão]
Com o plano feito, vem viver esta viagem
Digo-te o que sinto, ao pôr-do-sol na outra margem
De sul a norte, sem nunca cair da escada
Estátuas e museus, com o meu futuro em Itália

Com o plano feito, vem viver esta viagem
Digo-te o que sinto, ao pôr-do-sol na outra margem
De sul a norte, sem nunca cair da escada
Estátuas e museus, com o meu futuro em Itália
[verso]
o tempo gela, e eu fico bem
hmm… sei que tou do avesso
o ano inteiro estive a pensar além ya
sempre assim, eu já conheço

p'lo meio da chuva não vi ninguém
hmm… mas nem sequer tentei
aquilo que disse ao início foi
embrulhado, um presente que não lembrei

o fresco na cara, que brisa louvada
com alguma sorte ainda vejo geada
só gostava de um pouco de neve
mesmo sendo por um momento breve

lareira ligada (se eu a tivesse)
a manta pousada (que o gato aquece)
estrelas cadentes, eu peço um desejo
manter a estação, aí eu festejo

[chorus]
o ano passa, nem parece que é Natal
mas estes sinos dão-lhe um tom mais especial
a velocidade tão normal do dia-a-dia
quase largo o meu cachecol na correria

o ano passa, nem parece que é Natal
mas estes sinos dão-lhe um tom mais especial
a velocidade tão normal do dia-a-dia
quase largo o meu cachecol na correria

[verso]
mais um ano, mais um ano
pergunto o que fiz, qual o meu plano?
escrevi umas notas com tanta esperança
de as ver cumpridas na queda do pano

não posso dizer que tou lá
tantas voltas, voltei, tou parado
tanta corda, segredo fechado
sem progresso e tá tudo igual

só queria que o mesmo se aplicasse ao Natal
tudo tão simples com luzes brilhantes
ver estas cores como as via d'antes
tirar uma concha de sopa do tacho

mas há arroz doce, tu deixa algum espaço
vou pró sofá e aí relaxo
o cheiro a canela, que tão bem me abraça
e sabe tão bem, voltar a casa

[bridge]
páro e respiro por um momento
setembro, outubro, novembro, dezembro
na rua ouço o vento, p'a janela ouço o vento
27 são muitos, um pouco confuso, mas ainda me lembro

[chorus]
o ano passa, nem parece que é Natal
mas estes sinos dão-lhe um tom mais especial
a velocidade tão normal do dia-a-dia
quase largo o meu cachecol na correria

o ano passa, nem parece que é Natal
mas estes sinos dão-lhe um tom mais especial
a velocidade tão normal do dia-a-dia
quase largo o meu cachecol na correria
[verso]
Vento frio, chove a potes, estamos em dezembro
Luzes estão montadas pelas ruas, novas como sempre
Pantufas bem quentinhas, com um chá a condizer
E o que tudo isto indica é que o Natal está pra aparecer

Pequenas melodias, viagem ao passado
Memórias não esquecidas, é tanto entusiasmo
Que dormir não é possível, tentar não vale a pena
Meia noite está à porta, espera só mais um bocado

[pré-refrão]
O tempo nunca pára, tudo tão diferente
Já nada é o que era antes
Nem sequer há neve, o chá ficou frio
Quero voltar pra casa, sinto-me vazio

[refrão]
A janela está fria, sinto os dedos gelar
As velas estão acesas, já as ouço queimar
Meias de lã, não sinto o chão
No fim do calendário, dá me a tua mão

A janela está fria, sinto os dedos gelar
As velas estão acesas, já as ouço queimar
Meias de lã, não sinto o chão
No fim do calendário, dá me a tua mão

[verso]
Então agora tenho vinte, vinte cinco, vinte seis
Esperar p'lo pai Natal não faz diferença, eu é que o sou
Participo sem vontade, aquisições descontroladas
Sob a possibilidade de ser julgado, olhado de lado

Não só isso, disse adeus aos meus avós a pouco e pouco
Saudades deles todos, sem a avó nem faz sentido
Sou egoísta, eu sei, por mim ficavas neste mundo
Mas estavas dividida e cansada, espera um segundo

[pré-refrão]
O tempo nunca pára, tudo tão diferente
Já nada é o que era antes
Nem sequer há neve, o chá ficou frio
Quero voltar pra casa, sinto-me vazio

[refrão]
A janela está fria, sinto os dedos gelar
As velas estão acesas, já as ouço queimar
Meias de lã, não sinto o chão
No fim do calendário, dá me a tua mão

A janela está fria, sinto os dedos gelar
As velas estão acesas, já as ouço queimar
Meias de lã, não sinto o chão
No fim do calendário, dá me a tua mão

[bridge]
Mudança, mudança, mudança,
Não percas o pé nesta dança
Tens muito pra ver, ainda és tão novo
Liga a lareira, aproveita e descansa

[pré-refrão]
O tempo nunca pára, tudo tão diferente
Já nada é o que era antes
Nem sequer há neve, o chá ficou frio
Quero voltar pra casa, sinto-me vazio

[refrão]
A janela está fria, sinto os dedos gelar
As velas estão acesas, já as ouço queimar
Meias de lã, não sinto o chão
No fim do calendário, dá me a tua mão

A janela está fria, sinto os dedos gelar
As velas estão acesas, já as ouço queimar
Meias de lã, não sinto o chão
No fim do calendário, dá me a tua mão
[verso]
Sou o que quero, quando tenho vontade
Perco-me no meio, desprendo a saudade
Sou limitado, mentalidade,
Talvez a idade me faz perguntar

O que sou atualmente
Penso mesmo atualmente?
Tudo aquilo que me prende
Talvez dos outros depende

A ideia que sou uma série de ideias
Tuas e minhas, novas e velhas
Algumas passadas, outras nem tanto
Pensando assim, perde o encanto

Canto um conto sempre que posso
Pouco a pouco crio um fosso
Mal não sou eu, mas pouco importa
Sinto um fio, fecham-me a porta

Metem-me numa caixa, mudo de nome
Tanto o fazem, talvez mereço
Tanto o fazem, talvez mereço
Onde é que pertenço, onde é que pertenço?

Nunca soube responder
Não me consigo ver
Enquanto aqui estiver
Nunca hei de saber

[refrão]
Eu e tu, que somos tu e eu?
Partidos em pedaços, já não sei aquilo que é meu
Jogo, lanço os dados, vamos ver no que é que deu
Jogo, lanço os dados, vamos ver no que é que deu

Eu e tu, que somos tu e eu?
Partidos em pedaços, já não sei aquilo que é meu
Jogo, lanço os dados, vamos ver no que é que deu
Jogo, lanço os dados, vamos ver no que é que deu

[verso]
Não tenho ghost writter, isto é mesmo só meu
Mas se tivesse um ghost writter tinha mesmo que ser Deus
Ou então o ghost rider, talvez até Perseus,
Mas enquanto estou indeciso, fico mesmo só eu

Mais uma vez acordado, sem ninguém do meu lado
Mais uma noite louca atrás do meu legado
Só puxaram por mim, sou um gajo sossegado
Sempre perdido por aí, confuso ao quadrado

E sei que sou um livro aberto, que eu ainda não li
Conhecer-me página a página ainda não conheci
Perceber todos os verbos que foram exercidos
Nomes, sinónimos, adjectivos, com duplos sentidos

Tentei levantar voo, com toda a speed
Então escreve um som para ver como é que flui
Mas eu não sei quem sou, não sei como dilui
Nem sei para onde vou, mas mesmo assim fui

[refrão]
Eu e tu, que somos tu e eu?
Partidos em pedaços, já não sei aquilo que é meu
Jogo, lanço os dados, vamos ver no que é que deu
Jogo, lanço os dados, vamos ver no que é que deu

Eu e tu, que somos tu e eu?
Partidos em pedaços, já não sei aquilo que é meu
Jogo, lanço os dados, vamos ver no que é que deu
Jogo, lanço os dados, vamos ver no que é que deu

[verso]
Não ponho os pés na city porque ainda não tenho o espírito
Posso ser um peixe parvo, mas não fazem de mim sashimi
Que se lixe o bag, nele só trago o meaning
De ver para onde isto der, vou postar o meu físico

Agora acho cíclico o facto de não me controlar
É clínico, como eu digo, tenho que abrandar
Mas real g's não perdem tempo a pensar
É agir e fazer para um dia alcançar

No meu peito eu trago pelo, mas da caixa saem flows
No meu crânio levo selos, mas no resto eu tou a pô-los
Tantos shots bem tirados que nem sei onde meter os rolos
Tive de virar digital, mas nem no fifa eu marco golos

Até tou flawless, mas não sou visionário
Sou tipo xutos e pontapés sem ter tido o mundo ao contrário
Sou uma larva sem cadáver, um churrasco sem lume
Até posso ser uma lástima, mas vou sê-lo até ao cume

[refrão]
Eu e tu, que somos tu e eu?
Partidos em pedaços, já não sei aquilo que é meu
Jogo, lanço os dados, vamos ver no que é que deu
Jogo, lanço os dados, vamos ver no que é que deu

Eu e tu, que somos tu e eu?
Partidos em pedaços, já não sei aquilo que é meu
Jogo, lanço os dados, vamos ver no que é que deu
Jogo, lanço os dados, vamos ver no que é que deu

[verso]
Só mais um poema torto, só mais um poeta morto
Mesmo assim endireito o que resta do conforto
Que eu tenho, por direito, minha mente estava em escombros
Não aguentas nas mãos o peso que tenho nos ombros

Só te digo tira de cima tua mania
Quando tenho dúvidas eu penso no que eu faria
Tou em nirvana, barbudo pareço eremita
Nem fui muito longe numa gruta em Sesimbra

Encostas-te a mim, pego em ti meto-te em linha
Só malucos aqui, para lá caminho também
Fazer pazes com isso, calmo e focado, concentrado
Não ligo para diz que disse

Não tou vestido como artista, mas deslizo com o meu piso
Muitos que encontro não merecem o meu diss
Moscas pedem cenas, sou o rei desta merda
Não tou horsing around, sóbrio dessa keta

Teço palavras como teias, remeto meu epiteto
Vou até ao núcleo para que o nectar verta
Sou fiel, humildade
Cultivo minha identidade
[refrão]
I keep chasing that bag, keep chasing
I keep chasing that bag, keep chasing
When I do, I'll find myself, man I don't know
When I do, I'll find myself, man I don't know

I keep chasing that bag, keep chasing
I keep chasing that bag, keep chasing
When I do, I'll find myself, man I don't know
When I do, I'll find myself, man I don't know

[verso]
Sempre me dizem, já percebi
Que tudo é difícil, não me esqueci
Quem mente não sente, sempre senti
Que tudo é uma farsa, já me perdi

Todos os meses, é sempre igual
Atrás do recibo, não é normal
Aquilo que digo, vale o que vale
Aquilo que digo, vale o que vale

Voltas e voltas atrás da cadeira
Tou a ver quem vola, é essa a ideia
Impasse tramado, é hora da ceia
Barriga vazia, mas cabeça cheia

Tanto persigo, tanto escapo
O tal perigo, assim não me safo
Bem que queria ser tipo o Bussaco,
Mas feitas as contas sou mais o Renato

Eu sou o Renato
Um pouco zangado

[refrão]
I keep chasing that bag, keep chasing
I keep chasing that bag, keep chasing
When I do, I'll find myself, man I don't know
When I do, I'll find myself, man I don't know

I keep chasing that bag, keep chasing
I keep chasing that bag, keep chasing
When I do, I'll find myself, man I don't know
When I do, I'll find myself, man I don't know

[verso]
Lentamente, subo o rio
Suavemente, para onde vou
Sai da frente, quem perguntou?
Nem eu sei onde vou chegar

Nem eu sei o que vou encontrar
Ouro, prata, talvez o mundo
Kurtz que virou um vulto
Tento acalmar o tumulto

Pensemos um pouco no que isto seria
Se um dia parasse, o que é que fazia?
Viver por viver, que bem que fazia
O homem gigante com tanta azia

Com tanta azia
Man, isso nunca vai acontecer

[refrão]
I keep chasing that bag, keep chasing
I keep chasing that bag, keep chasing
When I do, I'll find myself, man I don't know
When I do, I'll find myself, man I don't know

I keep chasing that bag, keep chasing
I keep chasing that bag, keep chasing
When I do, I'll find myself, man I don't know
When I do, I'll find myself, man I don't know

I keep chasing that bag, keep chasing
I keep chasing that bag, keep chasing
When I do, I'll find myself, man I don't know
When I do, I'll find myself, man I don't know

[outro]
When I do, I'll find myself, man I don't know
When I do, I'll find myself, man I don't know